Prevençaõ de Fístula Obstétrica em Angola: a Segunda Conferência Nacional
A Votoka teve a honra de colaborar com a CICA (Conselho das Igrejas Cristãs de Angola) na apresentação da 2ª Conferência Nacional sobre o Papel da Igreja na Prevenção da Fístula Obstétrica. O evento decorreu em Luanda, na Igreja Tocoísta, no dia 4 de março, e contou com a participação de 203 pessoas.

A segunda conferência nacional, que foi um grande sucesso, contou com a presença da Ministra da Saúde, Dra. Silvia Lutacuta, do Secretário de Estado do Área Hospitalar, Dr. Leonardo Europeu, e da Representante do UNFPA em Angola, Rinko Kinoshita. Mais de 100 líderes religiosos estiveram presentes no evento, que durou o dia todo, com destaque para a participação de líderes femininas.
A Votoka esteve muito bem representada por Petra Jobse, Veronica Jolomba, Elisa Raúl e Silva Sambaca. Também tivemos orgulho de apoiar a participação dos nossos parceiros da CEML Aftercare e da Kaluquembe "Casa da Esperança". O evento foi notícia nacional e a nossa coordenadora de campanha, Veronica, foi entrevistada pela emissora nacional TPA.

A Ministra da Saúde falou sobre a importância de organizações comunitárias como a Votoka, afirmando que "reconhecemos todo o trabalho realizado pela Votoka e pela Igreja, grandes promotoras da saúde". A Representante do UNFPA abordou os objetivos da ONU em relação à fístula obstétrica, estratégias para a saúde materna, aumento dos partos institucionais, violência de gênero e a alta taxa de gravidez na adolescência em Angola. Ela também identificou a falta de cuidados pré-natais eficazes como uma área preocupante.
Votoka destacou cinco áreas-chave em que os líderes religiosos podem trabalhar com suas congregações para ajudar a prevenir a fístula obstétrica:
Dar às meninas tempo e recursos para que amadureçam antes de terem filhos (apoiar a educação das meninas, adiar o casamento, melhorar a nutrição)
Promover o planeamento familiar
Promover a participação ativa nas consultas pré-natais
Incentivar as mulheres a planear o parto, especialmente a necessidade de se deslocarem para um hospital com capacidade para atendimento obstétrico de emergência, acompanhadas de seus familiares (esperar o melhor, preparar-se para o pior)
Consciencializar suas comunidades sobre fístula obstétrica.
A prevenção é a chave para acabar com a fístula obstétrica. Juntamente com os nossos parceiros, esperamos contribuir para a redução dos casos de fístula obstétrica em Angola, partilhando conhecimento, sensibilizando, e procurando ativamente gerar mudanças!





Comentários